Sementes do algodão orgânico: entidades capacitam agricultores na peletização para safra 2021

Famílias agricultoras do município de Exu, Sertão do Araripe pernambucano, receberam capacitações sobre como fazer a peletização das sementes do algodão, prática que consiste fazer com que a pluma existente nas sementes ganhe consistência e facilite o processo de distribuição das sementes na hora do plantio.

Entrevistado no Programa Domingo Rural, o agricultor familiar Francisco Barbosa Rodrigues de Lima, Nego, residente no sítio Tigre de Exu, falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido e já sendo aplicado na plantio da cultura com a chegada das chuvas do inverno 2021. “Essa oficina é de muita importância para o plantio do algodão porque a semente do algodão não é muito boa de se plantar, mesmo manual, então a gente desenvolveu aqui uma prática muito bacana que foi a peletização da semente”, explica.

Nego detalhou a forma de fazer para que as sementes sejam melhor contadas separadamente na hora do plantio. “Sua pergunta vai servir de experiência para os demais agricultores aqui do semiárido que estão com dificuldade de plantar o carocinho do algodão que vem com a lã e faz aquela bucha, muitas vezes quando você vai plantar, você quer três caroços e vem dez, então a gente molha a semente com o biofertilizante que hoje quase todo agricultor plantador de algodão tem o biofertilizante, a gente molha ela primeiro, espalha numa peneira com areia da grossa passando a mão como quem está peneirando o milho e vai cair aqueles caroços chochos que já nem prestam, então ela já começa a embolar. Molha mais uma partezinha de ‘gesso’ que pode ser cinza ou mesmo o pó de rocha MB-4, então você faz aquele mingau, coloca na semente do algodão e deixa enxugar um pouquinho, antes de secar você passa a mão novamente na peneira e ele vai embolar caroço por caroço e vai ficar todo separado, depois desse processo coloca pra secar em poucos minutos que já está pronto pra ir pra máquina para plantar”, explica dizendo que a prática deve ser feita poucas horas ou minutos antes do plantio acrescentando que a semente já sai adubado para reação no solo.

Aquele agricultor explicou que todos os municípios do Araripe já estão compartilhando essa tecnologia através de oficinas de capacitações. “Então essa foi aqui, mas em todo o Araripe estão fazendo essa forma porque desenvolve e é muito prático e muito rápido pra gente plantar o algodão. Veja só um exemplo: nos outros anos a gente passava três dias ou mais plantando, quando a gente ia terminar de plantar no derradeiro dia a terra já estava enxuta”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

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