Agricultora familiar desenvolve doce da abóbora forrageira e vende em feira agroecológica

A agricultora familiar, Josefa do Couto Rodrigues, dona Zefinha(foto), residente no Sítio Malhada de Areia, município de Olivedos, representa criatividade e destaque na localidade em que vive por desenvolver o doce feito a partir da abóbora de cavalo ou forrageira, como também é conhecida em toda a região semi-árida brasileira.

Além de desenvolver o doce desde o tempo da mãe dela que já fazia para a alimentação da família, dona Zefinha, desenvolve uma ampla quantidade do produto que já está sendo a venda na Bedega Agroecológica que foi inaugurada no último dia 10 de outubro e que já é destaque pelo elevado número de agregação de valor aos produtos da fruticultura nativa da região a exemplo do doce da abóbora, polpa do umbu dentre outras culturas que todos os dias estão expostos e a venda na central de comercialização da agricultura agroecológica em pleno centro da cidade de Soledade, cidade que se destaca pela quantidade de propriedades que contam com ações estruturadoras acompanhadas pelas entidades da ASA Paraíba. “É um doce gostoso mesmo e todo mundo aprova, sempre faço e várias vezes já mandei pra Brasília, pra um pessoal meu que tem lá e todo mundo gosta”, argumenta a agricultora ao receber a equipe Stúdio Rural em sua residência.

A agricultora garante que trata-se de um produto com excelente capacidade de produção já que se adapta bem aos solos e ao clima da região semi-árida, afirmando que neste ano de 2008 com a quantidade de frutos produzidos será possível ofertar produto até a produção da safra 2009, momento em que aproveitou para informar os detalhes de como se faz o produto. “Você abre ela ao meio aí tira as tripas como se chama com a semente, raspa com um raspador de coco, lava muito bem lavada, tira a baba todinha pra ela ficar bem soltinha. Aí o mel de rapadura já vai está apurado ali e é só botar o mel e colocar no fogo brando”, explica a agricultora.

Ela lembra que depois de ralado o produto deve ser lavado através de uma peneira quando então, adicionado o mel de rapadura, deve ser levada ao fogo na proporção de 12 rapaduras pequenas para cerca de 5 litros da raspa da abóbora.

Outra informação repassada pela agricultora é que as abóboras colhidas no roçado devem ficar em local seco e ventilado, prática que permita a conservação por um período superior á um ano. “É maravilho, é maravilhoso mesmo, a gente deve aproveitar tudo, nada se perde hoje e um doce desse qualquer doutor acha bom”, finaliza Zefinha.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top