Animais participantes da Expapi ficam retidos em Parque de Campina Grande

Os animais participantes da Expapi, Exposição de Animais e Produtos Industriais de Campina Grande ficaram retidos por determinação do MAPA, Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento por um espaço de tempo de 14 dias em razão da realização da Feira de animais durante aquela Exposição, feira que tradicionalmente acontece todas as quartas-feiras naquele recinto. A Expapi que deveria ter acontecido de 14 a 21 deste mês teve um embargo inicial por parte do MAPA fazendo com que o evento acontecesse somente entre os dias 17 a 21 desfalcando-o pela metade.

Stúdio Rural compareceu ao local e conversou com tratadores que ficaram para cuidar dos animais, fazendeiros, conversou com representações do governo paraibano e Sociedade Rural da Paraíba, entidades responsáveis pela organização do evento.

“A gente teve que ficar, o Ministério interditou porque o pessoal do gado invadiu o parque e não era para ter acontecido a feira do gado, então nós estamos pagando sem dever, nós entramos legalmente com GTA(Guia de Trânsito Animal), pagando as báis mas até então eles acharam que devia interditar por que os animais da gente poderia ser infectados”, argumenta o representante da Fazenda Maria dos Santos, no município de Pombal de propriedade dos irmãos Raimundo Queiroga e André Queiroga, acrescentando que durante o processo os animais estão elevando os custos já que trata-se de animais de alto valor. “São animais de alto valor, a gente tem animal de R$ 200 mil, de R$ 10 , de R$ 40 mil”.

O Representante da Fazenda Catolezinho no município de Pombal, Evandro Bezerra de Moura, ao ser entrevistado pela equipe Stúdio Rural disse que a Exposição que deveria ser a menor da história de Campina Grande tornou-se a maior e causou constrangimentos e prejuízos para dezenas de criadores de caprinos, bovinos, eqüinos, ovinos dentre outros. “Era uma exposição que já foi alongada a data em termo de terminar mais rápido e está sendo uma das exposições mais cumpridas”, comenta o tratador dos animais da Catolezinho.

Outro entrevistado por nossa equipe, Tadeu Gomes Confessor, proprietário do Capril SSJ, em Puxinanã, mesmo lamentando os transtornos, disse ser favorável ao processo de quarentena já que ele depende do reconhecimento da pureza dos animais porque participa de diversos eventos em estados diversos da região e afirmou que está sendo um custo alto para os participantes do evento.

Já o presidente da Sociedade Rural da Paraíba, entidade parceira na realização do evento, Josenildo Alcântara de Sousa, ao ser entrevistado por Stúdio Rural disse ter sido uma surpresa já que não esperava que os comerciantes da Feira de Gado fizessem a Feria no tradicional espaço de comercialização naquele parque de exposição. “A feira aconteceu num período em que estava sendo realizado o evento”, argumenta a liderança, lembrando que diante do ocorrido a forma mais viável é a quarentena que está sendo executada. “Por medida de segurança foi interditado o ambiente pra que dentro desse período da quarentena, caso se manifeste algum animal contaminado tomemos as providências cabíveis”, anuncia a liderança da pecuária paraibana.

Para o veterinário da Secretaria da Agricultura do Estado da Paraíba, Antônio de Araújo Neto, a quarentena representa a garantia de que os animais sairão no próximo dia 30 com a certeza de que estão sem problema de sanidade e que em razão do acontecimento da feira de gado perdeu-se o controle e barreira sanitária, sendo esse o caminho apropriado. “É claro que o que a gente pensa é no rebanho, primeiro o paraibano e o rebanho nacional já que o objetivo maior nosso e da defesa agropecuária é proteger os animais, proteger sua saúde e sua vida”, explica Araújo Neto.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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