Pesquisa da Embrapa Algodão busca variedades de pinhão manso em Afogados-PE

Na última terça-feira(23/09) o pesquisador da Embrapa Algodão Campina Grande, Fábio Aquino e o representante da Embrapa Transferência de Tecnologias escritório de Campina Grande, Heleno Alves de Freitas, estivam no município de Afogados da Ingazeira e Quixaba, respectivamente, com o objetivo de colher sementes e estacas de plantas de pinhão manso destinados á pesquisa para o melhoramento de variedades produtivas e adaptáveis ao clima e solo da região semi-árida brasileira, variedades destinadas á produção de biodiesel contribuindo para a geração de ocupação e renda na agricultura familiar de toda a região.

Stúdio Rural acompanhou a visita e conversou com Aquino que fala sobre a busca dos materiais que, segundo ele, representa importante instrumento para que se possa encontrar respostas em torno da cultura, podendo assim definir se a cultura é economicamente viável para a economia da região. “Antes de dizer se o pinhão manso é uma cultura boa ou ruim para o biodiesel a gente precisa conhecer a variabilidade que existe de pinhão e isso só se conhece a partir do momento que você vai a campo e vê essas plantas, coleta algumas plantas, traz e vai fazendo essas seleções pra futuramente você pensar em melhoramento genético e ter cultivares e variedades bem definidas”, argumenta Fábio ao dialogar com nossa equipe.

Fábio Aquino disse que outras localidades e estados serão visitados para que um maior número de materiais possa ser colhido e estudo na busca de respostas para o comportamento da cultura a parir da formação de um amplo banco de germoplasma.

Para o representante da Embrapa Transferência de Tecnologias, Heleno Alves de Freitas, a ida da Embrapa áqueles municípios representa mais um trabalho da unidade de pesquisas que está inserida num projeto de produção de biodiesel do governo federal, que o estudo pretende fazer um levantamento das plantas isoladas ou coletivas existentes no local e que é obrigação da empresa de pesquisas fazer um banco de germoplasma da cultura que ainda é desconhecida e sem dados definitivos. “Onde soubermos que tem uma planta de pinhão manso nós iremos para colher amostras de sementes, levar mudas de estaquias para fazer mudas e levar para o banco de germoplasma que estamos montando na cidade de Patos, é uma maneira de estudar, de levantar as qualidades, potencialidades, tolerância, resistência e qualidade do óleo dessa planta para catalogar e quem sabe daqui a um ano ou daqui a cinco ou dez anos nós criarmos uma variedade de pinhão manso que tenha produtividade, que tenha resistência a pragas e tenha grande teor de óleo, óleo de qualidade e pra isso nós temos que fazer esse levantamento e essa viagem está sendo nesse sentido e quem souber onde tem um pé de pinhão manso que nos comunique que nós vamos lá levantar todas essas informações”, argumenta Freitas ao dialogar com Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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