Entidades da ASA criticam modelo e propõem eficiência na produção de sementes na Paraíba

Discutir o programa nacional de sementes na forma como ele está é bastante complexo, então nós entendemos que é um programa que tem uma série de limitações, limitações no sentido da diversidade a ser distribuída, do controle social que existe, quer dizer, na verdade não existe nos municípios e formato do próprio programa, um programa sem fazer um mapeamento de quais são as variedades que os agricultores querem plantar, querem produzir, mas um programa que traz duas variedades como se elas fossem a salvação, como se elas fossem resolver todos os problemas do semiárido, um semiárido que nós conhecemos que tem características próprias que tem uma diversidade própria e que precisa da semente que é mais rápido pra um inverno que é mais curto e inverno que é mais prolongado, então entendemos que o modelo que o programa hoje está é um modelo que não vai solucionar nenhum tipo de problema, pelo contrário. É como diz o amigo Joaquim Santana: é uma garrafa velha com um rótulo novo. Só mudou o rótulo, porque esse modelo de programa que o MDA está trazendo para a agricultura familiar no Estado da Paraíba no semiárido é um modelo de programa que vem reproduzindo uma prática do agronegócio de muito tempo atrás, então nos entristece muito o governo que apóia a agricultura familiar, o governo que tem tantas conquistas junto a agricultura familiar ainda continuar insistindo num programa como esse formado.

Esse é o argumento do representante do Patac e Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú, Emanoel Dias, que ao dialogar com os ouvintes dos programas nas emissoras parceiras de Stúdio Rural faz um balanço da participação das entidades da ASA-PB, Articulação do Semiárido Paraibano, na plenária do Fórum de Desenvolvimento Territorial do Cariri Oriental que aconteceu na última sexta-feira(23/01) na cidade de Barra de São Miguel. Aquela liderança diz que na discussão do Fórum sobre as sementes percebeu-se, ainda, a indefinição sobre o programa já que o modelo de produção foi desenvolvido muito distantemente da localidade onde está se desenvolvendo o real projeto de produção rural para a segurança alimentar das famílias agricultoras da região semiárida.

Outra opinião trabalhada durante entrevista a equipe Stúdio Rural á a do viceprefeito da cidade de Soledade e componente a ASA-PB, José Bento Leite do Nascimento(foto), que ao falar com nossa equipe disse ter sido um encontro muito eficiente já que compartilhou assuntos de relevância para o desenvolvimento das cidades do Cariri Oriental exemplificando o programa de sementes do governo federal que tem proporcionado aos agricultores pronafianos daquela regional o acesso a qualidade genética desenvolvida pela Embrapa Semiárido da cidade de Petrolina-PE momento em que criticou a decisão de como se produz a semente e pedindo revisão na posição dos movimentos do Fórum que, na opinião da liderança, devem ser mais propositivos dentro das discussões do Fórum do Cariri documentando propostas que viabilizem uma produção de sementes em sintonia com as entidades de agricultores do Estado da Paraíba. É verdade, nós já começamos essa discussão em outros momentos no Fórum do Território do Cariri Ocidental, e aí não pode botar somente a culpa no governo federal, a gente tem que assumir a culpa, porque o fórum não tomou pra si essa discussão. Nós(ASA) levamos essa discussão inclusive para uma reunião em Monteiro fizemos até uma exposição lá de todas as sementes, fizemos comparação da qualidade dessa semente, nós levamos lá de Soledade sementes pra comparativos mostramos que essas sementes(nossas) eram convenientes, mas o fórum enquanto fórum de desenvolvimento do Cariri Ocidental que envolvia os dois territórios que hoje está dividido não tomou pra si essa discussão e aconteceu o seguinte: perguntaram, querem sementes? Queremos sementes mas não se definiu como seria essa semente, então o governo federal tão somente contrata a Embrapa, manda produzir a semente e vem a mesma semente com qualidade não conveniente, não adequada pra nossa região”, argumenta Bento dizendo esperar que o fórum do Cariri assuma a discussão e chame o governo federal para a discussão e finalize uma discussão que contemple as instâncias e representações do Fórum na produção de sementes para a safra agrícola de 2010.

Para o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e vicepresidente da Fetag, Paulo Medeiros, é preciso que as prefeituras busquem logo a sementes já que o MDA não trará até o Estado da Paraíba e nas reuniões seguintes as entidades no fórum discutam um plano de produção de sementes viável para a realidade semiárida paraibana.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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