Entidades do campo e da cidade realizam mobilização por Soberania Energética e Alimentar

Na tarde da próxima quinta-feira(16/10) trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade se unirão em uma marcha pelo centro da cidade de João Pessoa como parte da Jornada Nacional de luta por Soberania Energética e Alimentar organizada pela Via Campesina e Pela Assembléia Popular.

Segundo a assessoria do movimento, a concentração ocorrerá às 14h, no Cassino da Lagoa, seguindo em direção a praça dos três poderes acrescentando que durante toda esta quarta-feira (15/10) assembléias populares estão sendo realizadas em vários bairros da cidade de João Pessoa e Santa Rita, e os temas principais de discussão estão sendo o aumento da luz de 15,77%, a tarifa social de energia e os altos preços dos alimentos.

O movimento argumenta que a energia elétrica na Paraíba aumentou 15,77%, tornado-se a sétima energia mais cara do país e a segunda mais cara do nordeste, sendo a Energisa uma das empresas que mais lucra com a distribuição de energia visto que o aumento ocorrido é o maior concedido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). “Energisa além de realizar o aumento, tido pelo movimento como absurdo, também não cumpre a Lei – 10.438/2002 que determina a cobrança de tarifa diferenciada para os consumidores que consomem até 220KW/mês, ou seja, a chamada tarifa social. Quem consome até 220kw/mês tem direito a desconto de 10% a 65% na conta de luz.

Mas para isso as famílias devem entregar de forma coletiva na Energisa uma auto declaração assinada pelo titular da conta declarando que está dentro do limite da tarifa social”, argumenta a assessoria, acrescentando que a em vários estados do Brasil, como São Paulo, Rondônia, Rio Grande do Sul, Pará as famílias já conseguiram o desconto da tarifa social em sua conta.

Para o movimento, além da energia com alto preço, o preço dos alimentos também está pesando no bolso do trabalhador brasileiro, acreditando que tudo isso é devido à opção do governo federal pelo agronegócio exportador de cana- de- açúcar, soja e eucalipto. “Ao Contrario de investir na agricultura familiar para a produção de produtos que abasteceriam a mesa do trabalhador brasileiro, o governo se interessa apenas em conceder privilégios a grandes grupos do agronegócio exportador, que ocupam grandes extensões de terras, destroem o meio ambiente, não geram emprego e não produzem alimentos para o mercado interno, além de serem controlados por grandes multinacionais. Desta forma o Brasil precisa importar os alimentos da cesta básica para abastecer o mercado interno, encarecendo assim o preço do feijão, do arroz, do trigo (pão), hortaliças”, relata.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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