Pesquisadora da Embrapa evidencia importância da cultura do umbu em estados do semiárido

Falar sobre a cultura do umbu e sobre as ações e tecnologias disponíveis para o melhor aproveitamento por parte da agricultura familiar na região semiárida foi a meta alcançada pela pesquisadora da Embrapa Semiárido de Petrolina, Maria Auxiliadora Coelho de Lima, Dora, no Programa Domingo Rural deste domingo, 13 de setembro.

Durante o programa, Dora falou da importância do umbu para as famílias em todo o semiárido brasileiro e para o meio ambiente. “Temos uma tradição e afinidade com o umbuzeiro pelo que ele representa para a caatinga como a possibilidade de oferta de renda para as populações e comunidades rurais, é instrumento fundamental em alguns períodos do ano onde a gente tem uma baixa oferta de produção de alimentos ao longo do ano e o umbuzeiro entra como uma ferramenta importante pra complementar a renda de algumas comunidades do semiárido”, explica ao dialogar com o público ouvinte do Programa Domingo Rural e garantiu que pouco a pouco as famílias e entidades estão se apropriando de conhecimentos importantes para o melhor aproveitamento da cultura alimento. “Ao longo do tempo essa importância foi crescendo quando as pessoas começaram a se organizar pra deixar de vender o umbu pra seu vizinho, para os povoados ali próximo e tentar distribuir isso para outras cidades, para alcançar as capitais e alguns mercados e divulgar o produto regional, seja na forma de frutas frescas, seja na forma de produtos processados”, explica.

Dora falou sobre diversas atividades desenvolvidas para extender as informações e tecnologias acerca da cultura do umbu tipo seminários, encontros dentre outros a exemplo de um seminário acontecido na última sexta-feira via redes sociais. “A ideia é que você possa transferir essa visão de que a gente use apenas um pouco do fruto, de que perde muitas coisas abaixo da copa da planta em função dos frutos que amadurecem e caem servindo apenas para a alimentação dos animais, mas poder utilizar melhor pra gente aprender a coletar adequadamente esses frutos prevenindo danos, poder condicioná-lo numa embalagem adequada e comercializar em supermercados referência da região com um valor justo e adequado para aumentar a rentabilidade de quem está no campo”, explica Auxiliadora.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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